Meus 50 Anos

Ontem foi o meu aniversário. 50 anos. E caiu num feriado de Corpus Christi. Que pra católicos simboliza a eucaristia, sacramento Católico que relembra a Última Ceia. É a memória da paixão, morte e ressurreição de Cristo. Eu não me considero católica 9mas nasci e fui criada dentro do Catolicismo e Kardecismo), mas pra esta virada minha de década ressonou muito este significado. Caiu como uma luva no meu momento. Porque ando vibrando muito esta energia de recomeço. Não do zero, mas uma adição de tudo até aqui pra tudo o que vive e todas que fui foram juntadas e finalmente junta, me renovei.

Aqui ainda nos meus 49… mas gosto tanto desta foto…

E desta vez confiante de que agora vai. Agora sim eu saio desta estagnação de não saber pra onde ir porque eu não faço ou fazia a menor ideia de onde eu deveria ir, qual era o meu caminho, o meu destino. Ainda não sei, pra ser sincera. Não com aquela certeza vibrante que te empurra quer você queira ou não pro teu destino. Mas com um lampejo de esperança que agora sim, estou no caminho certo, mesmo que a passos curtos e sem previsão de chegada.

E confiante de que independente da chegada, a jornada será bem vivida, bem aproveitada, bem experienciada. Que é o que importa. Porque se tem uma coisa que esta pandemia me inspirou foi de viver. Cada momento, sorvendo bem o prazer de ser, estar e experienciar, por mais corriqueiro e simples que seja, o que quer que seja. Porque a impressão é que até aqui nestes primeiros 50 anos meus eu vivi assim quarentenada da vida, na minha bolha, onde apenas eu e algumas poucas versões de mim coabitavam. Que de longe interagiam com a vida lá fora e com as pessoas, na maior parte do tempo apenas observando. E sempre com máscaras que mesmo que invisíveis protegiam o meu suposto tesouro, sempre bem escondido, porque achava que se o revelasse, o perderia. Como se ao revelar ele pudesse ser roubado.

Vai entender.

Só sei que agora basta. E espero que isso baste para que eu viva e muito bem esta minha nova década e os anos que terei pela frente. Que eu me permita ter sonhos, ter consciência deles e realizá-los. Ser o meu eu radiante, próspero e generoso, o meu eu verdadeiro, perfeito na sua imperfeição. E que isso me baste. Que eu sendo eu me baste. Me preencha. Me inspire. Me guie. Sem autosabotagens. Sem enrolações. Com aprendizagens. Com ações. E que eu possa desfrutar, at last, os frutos da minha jornada cheia de altos e baixos, sucessos e fracassos, com mais ausências do que presenças.

E que sobretudo eu continue me sentindo eu mesma. Porque pra alguém como eu que perdeu este sentimento em boa parte dos meus 40s, se sentir de volta, sob a minha pele, não tem preço. E que isso se reflita em tudo que eu respire vida neste meu novo caminho.

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